quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Moradores passam mal devido a vazamento de cloro da Cedae

Vazamento de cloro na Cedae mobiliza bombeiros

Dezenas de pessoas, entre elas funcionários e moradores das proximidades da Estação de Tratamento de Águas do Guandu precisaram ser medicadas por causa do forte cheiro de cloro

Celso Brito

Rio - Um vazamento de cloro, produto usado pela Cedae para eliminar os microorganismos na Estação de Tratamento de Águas do Guandu, localizado no Km 19,5 da Rodovia BR-465 (antiga Estrada Rio-São Paulo), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mobilizou bombeiros do bairro de Campo Grande e ambulâncias do Serviço de Atendimento Médicos de Urgências (Samu), na noite desta sexta-feira. Dezenas de pessoas, entre elas funcionários e moradores das proximidades precisaram ser medicadas por causa do forte cheiro de cloro.

Dezeseis pessoas foram levadas para o Hospital Rocha Faria, a maioria com irritação nos olhos. Várias ambulâncias da Samu e do Corpo de Bombeiros foram usadas para o atendimento das vítimas. O Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP) do Corpo de Bombeiros, sediado em Duque de Caxias, também foi acionado, mas quando chegou ao local, funcionários da Cedae já tinham controlado a situação.

O vazamento, de acordo com moradores das proximidades, foi precedido de uma pequena explosão, por volta das 21 horas, que não chegou a assustar, quando a mangueira que ligava um caminhão aos equipamentos da Cedae para descarregar cloro em pó se soltou e derramou produto que exalou cheiro forte e atingiu moradores da localidade. A Cedae, através de sua assessoria, informou que vai abrir sindicância para apurar as responsabilidades e saber se o motorista do caminhão culpa, mas enquanto isso o nome dele está sendo mantido em sigilo.

Fonte: O Dia Online (em 24/08/2010)

Queixas de falta de água e de vazamentos no Rio

No site do O Globo, leitores de três bairros diferentes reclamam do descaso da Cedae. Confira os problemas relatados em Santa Teresa e na Tijuca:

Bairro de Fátima e Santa Teresa estão sem água há uma semana

Estamos sem água no Bairro de Fátima e em Santa Teresa desde sexta-feira, dia 20 de agosto. A Cedae diz que houve um problema de falta de luz onde Judas perdeu as botas, que está fazendo reparos, e que por isso NÃO HÁ PREVISÃO DE REABASTECIMENTO. E ficamos por isso mesmo, não? Vamos pedir carros-pipa e quem vai pagar a conta?

Fonte: O Globo Online (em 24/08/2010)


Comerciante reclama de constantes vazamentos de água na Tijuca

Texto do leitor Rodrigo Barradas Gonçalves

RIO - Sou comerciante na Rua Conde de Bonfim, número 277, na Tijuca, Zona Norte do Rio, e convivo com constantes vazamentos de água no cruzamento com a Rua Pareto. Somente este ano, eu abri três chamados de manutenção. Desde o último telefonema, já se passaram 150 horas. Ao ligar para lá, me passaram um novo prazo de 72 horas. É essa a Nova Cedae? Para mim, está pior do que a velha!

Fonte: O Globo Online (em 24/08/2010)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Elevatória de esgotos da Cedae espalha mau cheiro no bairro mais famoso do Rio


Foto: Divulgação/Secretaria de Obras do Estado do Rio de Janeiro


Sistema de redução de odores não livra Copacabana do mau cheiro

Inaugurado há menos de 1 ano, serviço desagrada a moradores e turistas

Beatriz Padrão
Do G1


Há cerca de ano, o governo do estado e a prefeitura do Rio inauguraram, com festa, o sistema de redução de odores na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, mas o problema do mau cheiro na altura do Posto 5 continua. Turistas e moradores se reclamam do odor desagradável no trecho da orla onde existe a Elevatória de Esgotos de Parafuso, pertencente à Cedae – a Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

O novo sistema custou R$ 1 milhão e foi instalado como parte dos compromissos assumidos pelo Rio, junto ao Comitê Olímpico Internacional, quando a cidade ainda não tinha sido a escolhida para sediar Olimpíadas de 2016.

O diretor de produção da Cedae, Jorge Luiz Briard, sustenta que o trecho do posto 5 não tem mau cheiro. Para provar, ele usou um medidor de gases e mostrou que, na entrada da Elevatória de Parafuso, não havia o gás que causa o cheiro de esgoto. O local estava perfumado com essência de erva-doce.

Mas moradores, turistas, empregados dos quiosques e taxistas que trabalham em frente aos hotéis da orla não concordam com a Cedae, segundo disseram ao G1. Muitos não gravaram entrevistas, mas a maioria disse que o odor variava.

Uma turista, que visitava o Rio pela quarta vez, revelou sua decepção: “Achei Copacabana muito suja e malcheirosa”, disse a empresária Maria Helena Tambara, do Rio Grande do Sul.

Os artesãos que trabalham numa feira em frente à Elevatória foram unânimes: o cheiro de esgoto continua e, em alguns dias, está mais forte do que em outros. “Tem horas que ninguém suporta o mau cheiro”, afirmou a vendedora de artesanato Carmem Lúcia Reis.

Outra feirante, Maria José Santos, disse que passou mal várias vezes: “Eu tomo sempre remédio para dor de cabeça porque o cheiro é muito forte e dá até enjoo. Hoje não está fedendo porque acho que colocaram algum perfume, mas nunca é assim”.

A equipe do G1 esteve em dois dias diferentes na área da Elevatória: na primeira vez, uma hora antes do encontro com o diretor da estatal, o pessoal da Cedae limpou o local – nesse dia, o Posto 5 cheirava a erva doce. No segundo dia, quarenta horas depois, o cheiro da essência se misturava ao odor do esgoto, que prevalecia.

A Cedae explicou que o mau cheiro não vem da elevatória e sim de ligações clandestinas de esgoto, feitas por prédios e estabelecimentos comerciais da região. Para resolver o problema, o diretor de operações sugeriu que os moradores liguem para o número 0800 2821 195. "Técnicos da área de esgoto vão atender ao chamado imediatamente para tentar identificar a causa do problema", garantiu o diretor Jorge Luiz Briard.

Fonte: G1 (em 04/08/2010)

Cedae tem de seguir a Lei

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO MANDA A CEDAE CLASSIFICAR AS ECONOMIAS (SALAS) DO CONDOMÍNIO NA FORMA DO ARTIGO 96, VII DO DECRETO 553/76

A CEDAE não pode alterar para mais ou para menos o número de economias (salas) ou apartamentos, sendo obrigada a obedecer ao que determina o art. 96 do Decreto n. 553/76.Este Decreto tem força de lei ordinária e só pode ser alterado por outra lei ordinária da Assembleia Legislativa.

Leiam a decisão do Tribunal:

0160274-23.2006.8.19.0001 - APELACAO

DES. CARLOS SANTOS DE OLIVEIRA - Julgamento: 27/07/2010 - NONA CAMARA CIVEL

APELAÇÃO CÍVEL. CEDAE. COBRANÇA DE CONSUMO DE ÁGUA POR NÚMERO DE ECONOMIAS. DEMANDA QUE DISCUTE APENAS A CORRETA CLASSIFICAÇÃO DAS SALAS QUE COMPÕEM O CONDOMÍNIO-AUTOR. ART. 93, VII DO DECRETO 553/1976. REPETIÇÃO EM DOBRO. INEXISTÊNCIA DE ENGANO JUSTIFICÁVEL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 85 DO TJERJ. SUCUMBÊNCIA INTEGRAL DA APELANTE.

A cobrança realizada pela ré encontra-se em desacordo com o disposto no art. 96, VII do decreto 22.872/96 e com o decreto 553/1976, que estabelecem que cada grupo de quatro salas equivale a uma economia. O número correto de economias quanto às vinte e seis salas do condomínio seria de 6,5, que se arredonda para 7 (sete). A concessionária, entretanto, efetuava cobrança com base em 13 (treze) economias, considerando cada grupo de duas salas como uma economia, o que acabou gerando o pagamento de valores indevidos. A partir de uma simples operação aritmética é possível concluir que a concessionária efetuava cobrança em desacordo com os decretos que a autorizavam, não se podendo, por isso, cogitar de hipótese de engano justificável capaz de engendrar a repetição na forma simples.

DESPROVIMENTO DO RECURSO, MONOCRATICAMENTE.